Saúde

Câncer de testículo: doença mais comum entre jovens de 15 a 35 anos — saiba como identificar

O diagnóstico precoce aumenta as chances de cura para mais de 95% nos casos localizados.

O câncer de testículo é o tipo mais comum de tumor entre homens de 15 a 35 anos, faixa etária geralmente fora dos grupos de rastreamento para câncer. Apesar de raro no total de casos oncológicos, tem alto potencial de cura quando diagnosticado precocemente.

Foi esse o caso do jogador Jean Pyerre, ex-Grêmio, que em 2022 surpreendeu o país ao revelar o diagnóstico durante exames de rotina antes de uma transferência para o futebol turco. O tumor foi descoberto ainda em estágio inicial, o que permitiu tratamento rápido e chances maiores de recuperação. O meia passou por cirurgia e retornou à rotina após o protocolo oncológico.

🧬 Quem está mais vulnerável?

  • Homens entre 15 e 35 anos
  • Histórico de criptorquidia (testículo que não desceu na infância)
  • Casos familiares de câncer testicular
  • Pessoas com síndrome de Klinefelter
  • Já ter tido câncer em um testículo anteriormente

Mesmo sem fatores de risco aparentes, o tumor pode surgir — por isso, observar o próprio corpo é fundamental.

🚨 Principais sintomas:

  • Caroço ou endurecimento em um dos testículos
  • Sensação de peso ou desconforto escrotal
  • Dor leve ou persistente na região testicular ou abdominal
  • Inchaço sem trauma prévio
  • Em casos mais avançados: dor nas costas, tosse persistente ou desconforto abdominal

O câncer de testículo costuma ser indolor no início, o que pode atrasar o diagnóstico. Por isso, a autoavaliação é essencial.

🧪 Diagnóstico e exames

  • Exame físico
  • Ultrassonografia escrotal
  • Dosagem de marcadores tumorais no sangue (como AFP, hCG e LDH)
  • Em alguns casos, tomografia para checar metástase
  • A confirmação definitiva vem após cirurgia e biópsia

💉 Tratamento e chances de cura

  • Orquiectomia (retirada do testículo afetado) é o primeiro passo
  • Quimioterapia e/ou radioterapia, dependendo do tipo do tumor e estágio
  • Acompanhamento contínuo por pelo menos 5 anos
  • Em tumores localizados, a taxa de cura ultrapassa 95%

Jean Pyerre, por exemplo, reforçou que a detecção precoce foi crucial: ele não sentia dores graves, mas exames detectaram o tumor a tempo.

🧠 Dica PodViva

Inclua a autoavaliação testicular como hábito mensal — é simples e salva vidas. Procure um médico ao notar qualquer alteração, mesmo que pareça pequena. A saúde masculina merece atenção constante.

Redação

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