Alerta nacional: infartos em jovens e adultos dobram atendimentos e sobem 25% em internações no Brasil
Número de atendimentos por infarto dispara na Grande São Paulo e Ministério da Saúde aponta mais de 234 mil casos no país entre 2022 e 2024
O salto no número de atendimentos ambulatoriais por infarto na Região Metropolitana de São Paulo – que dobrou de 514 para 1.032 no comparativo entre janeiro e abril deste ano e o mesmo período de 2024 – acendeu um alerta que vai além das fronteiras paulistas. Dados do Ministério da Saúde mostram que, em todo o país, mais de 234 mil atendimentos relacionados a infartos foram registrados em pessoas com menos de 40 anos entre 2022 e 2024. O problema, antes associado a idosos, cresce de forma preocupante entre adultos jovens e já resultou em 7,8 mil mortes no mesmo período.
. A maioria dos casos se concentra entre os 31 e 40 anos, mas há ocorrências entre adolescentes e até crianças. O levantamento também evidencia a regionalização das mortes: São Paulo lidera o ranking com 2.490 óbitos no período, seguido pelo Rio de Janeiro, com 622.
O avanço não se restringe aos mais jovens. Estatísticas da Associação Médica Brasileira indicam que as internações por infarto no país cresceram 25% em seis anos, saltando de 81,5 mil registros em 2016 para mais de 100 mil em 2022. Segundo especialistas, tabagismo, colesterol alto, hipertensão, obesidade, diabetes, uso de drogas e anabolizantes e o estilo de vida sedentário são os principais gatilhos. A pandemia de Covid‑19 agravou o cenário ao elevar o tempo sedentário e piorar a alimentação e o sono.
A Sociedade Brasileira de Cardiologia reforça que o infarto não surge “do nada”. Grande parte das vítimas apresenta fatores de risco modificáveis e poderia evitar a doença com mudanças de hábito. Para reverter a tendência, médicos defendem campanhas de conscientização e rastreamento precoce, com foco em jovens e adultos de meia‑idade. O recado é claro: cuidar do coração não pode esperar.
Redação



