Saúde

SUS vai oferecer tratamento moderno para endometriose — mas tem um detalhe que ninguém esperava

O Ministério da Saúde anunciou nesta quarta-feira (9) que o SUS (Sistema Único de Saúde) passará a oferecer dois novos tratamentos hormonais para a endometriose: o DIU com levonorgestrel (DIU-LNG) e o desogestrel. A medida foi aprovada pela Conitec (Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS).

No entanto, a oferta dos métodos ainda não será imediata. O próximo passo é atualizar o protocolo clínico e as diretrizes terapêuticas da doença, processo que não tem prazo definido. Após essa etapa, a nova cobertura poderá levar até 180 dias para chegar à rede pública.

🩺 O que são os novos tratamentos?

  • DIU-LNG (levonorgestrel): dispositivo intrauterino com ação hormonal localizada. Tem eficácia por até 5 anos e é indicado para quem não pode usar anticoncepcionais orais combinados.
  • Desogestrel: anticoncepcional hormonal em comprimido, que bloqueia o crescimento do endométrio fora do útero. Pode ser usado tanto como tratamento inicial para casos leves, quanto para alívio da dor.

🚺 Endometriose no Brasil: números que preocupam

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), a endometriose atinge cerca de 10% das mulheres em idade fértil no mundo.
No Brasil, mais de 260 mil atendimentos relacionados à doença foram registrados pelo SUS nos últimos dois anos.

😣 Entenda o que é a endometriose

A endometriose ocorre quando o tecido semelhante ao que reveste o útero (endométrio) cresce em outros locais do corpo, como ovários, trompas, intestino e bexiga. Isso pode gerar um processo inflamatório e provocar sintomas graves.

Os sintomas mais comuns são:

  • Cólica menstrual intensa e incapacitante
  • Dor durante relações sexuais
  • Sangramento excessivo ou irregular
  • Infertilidade
  • Desconforto ao evacuar ou urinar, especialmente durante o ciclo menstrual

🏥 E como é o tratamento atual?

O SUS já oferece:

  • Tratamento clínico com hormônios, analgésicos e anti-inflamatórios
  • Acompanhamento multidisciplinar com ginecologistas, psicólogos e nutricionistas
  • Cirurgias, como videolaparoscopia, laparotomia ou histerectomia, nos casos mais graves

⚠️ Aviso importante:

Ainda não há data exata para o início da oferta dos novos tratamentos. O Ministério da Saúde deve definir em breve o cronograma após revisar os protocolos clínicos. Enquanto isso, a recomendação continua sendo procurar acompanhamento médico ao notar sintomas persistentes.

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