A cidade de Araçagi, na Paraíba, registrou um possível caso de esporotricose em um homem que apresentou feridas nos pés e inchaço. O paciente relatou que a infecção teria sido transmitida por um gato que possuía lesões na região do focinho. O caso acende um alerta sobre a disseminação da doença, que pode afetar tanto humanos quanto animais.
O Que É a Esporotricose?
A esporotricose é uma infecção causada pelo fungo Sporothrix schenckii, encontrado no solo, plantas e materiais orgânicos em decomposição. A transmissão ocorre principalmente através do contato com gatos infectados, seja por arranhões, mordidas ou secreções das lesões do animal.
Nos humanos, os sintomas incluem:
- Feridas ulceradas na pele;
- Inflamação e vermelhidão;
- Disseminação para outras partes do corpo em casos graves, podendo afetar órgãos internos.
Regiões de Risco e Aumento de Casos
Nos últimos anos, o Brasil tem registrado um aumento significativo nos casos de esporotricose, especialmente em regiões urbanas e periurbanas. Estados como Rio de Janeiro, São Paulo e Pernambuco têm relatado surtos da doença, o que reforça a necessidade de prevenção e conscientização da população.
Como Prevenir a Esporotricose?
Para evitar a disseminação da doença, é essencial que donos de gatos e a população em geral adotem algumas medidas preventivas:
- Monitoramento dos Animais: Ficar atento a feridas persistentes nos gatos, especialmente no focinho, patas e cauda;
- Atenção Veterinária: Buscar atendimento veterinário imediato ao notar qualquer alteração na saúde do animal;
- Evitar o Acesso dos Gatos à Rua: Gatos de vida livre estão mais expostos ao fungo e podem espalhar a doença;
- Uso de Luvas e Higienização das Mãos: Sempre que precisar manusear um gato doente, use luvas descartáveis e lave bem as mãos com água e sabão;
- Procurar Atendimento Médico: Caso apresente feridas suspeitas, é fundamental procurar um dermatologista ou infectologista para avaliação e início do tratamento adequado.
Tratamento e Importância do Diagnóstico Precoce
O tratamento da esporotricose geralmente envolve o uso de antifúngicos orais, podendo durar meses dependendo da gravidade do quadro. Em casos mais sérios, pode ser necessário um acompanhamento prolongado para evitar complicações.
O caso registrado em Araçagi reforça a necessidade de conscientização e medidas preventivas para controlar a disseminação da esporotricose, protegendo tanto os animais quanto os seres humanos.
Fonte: Portal Araçagi
Redação