Neste domingo (27), o apresentador Fausto Silva foi submetido a um crucial transplante cardíaco, conforme anunciado em boletim médico pelo Hospital Albert Einstein, onde estava internado desde o dia 5 de agosto, na cidade de São Paulo.
A cirurgia teve início no início da tarde e se estendeu por cerca de 2 horas e meia, sendo concluída com êxito. Atualmente, Fausto Silva permanece na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), uma medida necessária para monitorar de perto a adaptação do novo órgão e evitar possíveis rejeições, como destacado no comunicado oficial do hospital.
Em uma entrevista à GloboNews, o presidente da Associação Transplante de Órgãos, Gustavo Ferreira, explicou minuciosamente o processo que ocorre após a identificação de um doador adequado: “Em todo o território brasileiro, independentemente do órgão em questão, a captação ocorre no local onde é confirmada a morte encefálica do potencial doador. Toda a equipe de transplante se mobiliza para o local onde o diagnóstico foi realizado e onde a família concedeu a autorização.”
Ele prosseguiu explicando o procedimento: “Lá, a cirurgia de captação dos órgãos é realizada, e em seguida, esses órgãos são transportados para o local onde os receptores aguardam.”
Em relação ao transplante de coração, Gustavo Ferreira acrescentou: “O coração tem uma janela de tempo mais restrita, cerca de 4 a 6 horas de isquemia fria, que é o período entre a retirada do órgão e sua implantação no receptor, onde o órgão deve continuar funcionando efetivamente.”
De acordo com informações do Ministério da Saúde, no período entre 19 e 26 de agosto, ocorreram 11 transplantes cardíacos no Brasil, sendo que sete deles ocorreram no estado de São Paulo. Fausto Silva foi priorizado na lista de espera devido à gravidade de seu estado de saúde.
Como Funciona um Transplante Cardíaco?
O transplante de coração, procedimento pelo qual Fausto Silva passou recentemente, é uma técnica realizada no Brasil desde 1968, sendo a última alternativa para tratar problemas cardíacos graves. A medicina avançou consideravelmente, permitindo que os pacientes desfrutem de uma excelente qualidade de vida após o procedimento. No entanto, um desafio persiste: a escassez de doadores de órgãos no país.
Quando surge a oportunidade de realizar um transplante cardíaco, todos os passos devem ser seguidos meticulosamente. Após a retirada do coração do doador, um cronômetro é acionado: o órgão deve ser implantado no receptor em até 4 horas, esse é o tempo máximo durante o qual o coração consegue manter suas funções fora do corpo humano.
Como Funciona a Fila de Espera para Transplantes?
Até o momento desta reportagem, 386 pessoas aguardam por um “novo coração” na fila do Sistema Único de Saúde (SUS). A ordem de prioridade não leva em conta se o paciente será operado em um hospital público ou privado. Os critérios considerados incluem:
- Ordem cronológica de cadastro.
- Gravidade do quadro: Pacientes que necessitam de internação constante, com uso de medicamentos intravenosos e dispositivos de suporte circulatório, têm prioridade em relação aos que aguardam o órgão em casa.
- Tipo sanguíneo: Um paciente só pode receber um órgão de um doador com o mesmo tipo sanguíneo.
- Porte físico: Deve haver compatibilidade de tamanho entre doador e receptor.
- Distância geográfica: O órgão deve ser transplantado no receptor em até 4 horas, o que requer proximidade geográfica entre as partes envolvidas.
Como é Realizada a Cirurgia de Transplante Cardíaco?
A cirurgia de transplante cardíaco envolve a remoção do coração do doador e a implantação do novo coração no receptor. Essa delicada operação é realizada por uma equipe médica altamente especializada. Após a conclusão bem-sucedida da cirurgia, o novo coração começa a bombear sangue pelo corpo do paciente, restaurando suas funções cardíacas.
O Que Muda Antes e Depois do Transplante Cardíaco?
Após o transplante cardíaco, a vida do paciente muda consideravelmente. Ele pode esperar uma melhora significativa em sua qualidade de vida, com a capacidade de realizar atividades físicas e retomar uma rotina mais normal. No entanto, o paciente precisará tomar medicamentos imunossupressores para evitar a rejeição do órgão transplantado. Além disso, consultas médicas regulares e um estilo de vida saudável são fundamentais para garantir a longevidade do novo coração.
O transplante cardíaco é uma conquista da medicina moderna que oferece uma nova chance de vida para muitas pessoas com doenças cardíacas graves.
Com informações da Globo News