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OMS desaconselha uso de adoçantes e nutricionista de Feira comenta e compartilha recomendações

A Organização Mundial de Saúde (OMS) recentemente emitiu diretrizes desaconselhando o consumo de adoçantes como uma estratégia para o controle de peso e a redução do risco de doenças não transmissíveis. Esta recomendação surge após uma análise detalhada de evidências que apontam a falta de benefícios a longo prazo no que diz respeito à redução de gordura corporal, juntamente com preocupações sobre potenciais efeitos adversos, como um maior risco de diabetes tipo 2, doenças cardiovasculares e até mesmo mortalidade.

Em uma entrevista exclusiva, conversamos com a nutricionista Izana Rios, uma especialista com uma sólida formação acadêmica, formada pela Universidade Federal da Bahia (UFBA) e mestre em biotecnologia pela Universidade Estadual de Feira de Santana. Além disso, a Dra. Izana possui especialização em clínica e terapêutica nutricional pela Faculdade Cruzeiro do Sul, é responsável técnica pela alimentação escolar do IFBA Feira de Santana, atende em consultório online e presencialmente na Clief e é também a coordenadora do curso de nutrição da Faculdade Anísio Teixeira.

Durante nossa conversa, a Dra. Izana explicou as principais recomendações das novas diretrizes da OMS em relação ao uso de adoçantes. A OMS aconselha que adoçantes não açucarados não sejam usados como estratégia para controle de peso ou redução do risco de doenças não transmissíveis, como hipertensão e diabetes tipo 2. Além disso, a organização alerta para os riscos associados ao uso prolongado de adoçantes, especialmente em situações específicas, como durante a gestação.

A discussão também abordou os potenciais efeitos indesejáveis dos adoçantes, que podem variar entre diferentes tipos ou serem comuns a todos eles. Estudos isolados levantaram preocupações sobre o uso de adoçantes artificiais, como a sacarina e o ciclamato, relacionando-os a possíveis riscos de câncer e doenças metabólicas. No entanto, é importante ressaltar que esses estudos não são conclusivos, e mais pesquisas são necessárias para uma compreensão completa.

Como alternativa para reduzir a ingestão de açúcar, a Dra. Izana enfatizou a importância de priorizar alimentos naturais e evitar o consumo excessivo de produtos industrializados, que frequentemente contêm tanto açúcar quanto adoçantes. Ela destaca que uma alimentação equilibrada e um estilo de vida saudável, com a prática regular de atividade física, são fundamentais para a promoção da saúde física e mental.

A mensagem final é clara: a prevenção é a chave para uma vida saudável. É fundamental adotar uma dieta baseada em alimentos naturais e cultivar hábitos de vida saudáveis em vez de depender exclusivamente de adoçantes como solução para problemas de saúde.

Em resumo, as novas diretrizes da OMS trazem à tona a importância de fazer escolhas alimentares conscientes e abraçar um estilo de vida saudável, enfatizando que a saúde está intrinsecamente ligada a hábitos equilibrados e naturais.

Veja a entrevista completa:

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