Após mais de três anos de luta contra a pandemia de covid-19, a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarou o fim da emergência de saúde global em 5 de maio de 2023. No entanto, o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, alertou que o vírus SARS-CoV-2 ainda está presente e continua a evoluir. Recentemente, a OMS chamou a atenção para uma nova cepa do coronavírus, batizada de EG.5, também conhecida como éris, que foi classificada como uma “variante de interesse”.
Éris: Uma Variante em Ascensão
A éris, originária da linhagem ômicron, é uma das três variantes monitoradas de perto pela OMS, juntamente com XBB.1.5 e XBB.1.16, que circulam em diferentes regiões do mundo. Essas variantes estão sob vigilância devido às mudanças em suas características, como maior capacidade de propagação e potencial escape imunológico.
No entanto, a éris tem gerado certa confusão devido ao seu nome. T. Ryan Gregory, um biólogo evolutivo, alerta que o nome éris pode evocar a deusa grega do caos, mas é apenas uma maneira prática de se referir a esta nova variante. A éris é descendente da XBB.1.9.2 e apresenta uma mutação adicional na proteína spike, que pode explicar sua habilidade de escapar do sistema imunológico humano.
Circulação e Crescimento
A cepa éris atraiu atenção por seu rápido crescimento e propagação. Um relatório do Neherlab, grupo de pesquisa da Universidade de Basel, a descreve como uma linhagem de crescimento notável, potencialmente até mesmo levemente benéfica. As primeiras detecções da éris ocorreram na Indonésia e nos EUA, em fevereiro e março de 2023, respectivamente.
Vigilância Contínua e Necessidade de Adaptação
A líder técnica da OMS para covid-19, Maria Van Kerkhove, enfatizou que as variantes da linhagem ômicron têm demonstrado crescimento acelerado. Embora a imunidade acumulada possa ter contribuído para a menor gravidade observada com a éris, o risco de novas variantes mais perigosas permanece. A sequenciação genômica contínua é crucial para entender as mudanças do vírus.
A Éris e o Futuro
Atualmente, a OMS enxerga potencial na éris para causar um aumento nos casos, podendo até mesmo tornar-se dominante em alguns países. No entanto, existe um consenso de que, apesar dos números crescentes, a éris não representa uma grande ameaça. O aumento sazonal pode estar influenciando o cenário atual.
Como sempre, é essencial mantermos nossa vigilância e adaptabilidade. Com notícias sobre novas vacinas projetadas para enfrentar as novas variantes, incluindo a éris, a caminho nos próximos meses, há razões para sermos otimistas quanto ao controle contínuo da pandemia.
Em resumo, a éris surge como uma nova variante de interesse na saga da covid-19. Embora não represente uma ameaça iminente, permanece crucial acompanhar de perto sua evolução e adotar medidas necessárias para proteger a saúde global. Mantenha-se informado, adaptável e atento às diretrizes das autoridades de saúde. Juntos, continuaremos a enfrentar os desafios que o vírus nos apresenta.