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Doença que já matou milhões de pessoas volta a assustar: homem morre de peste pneumônica nos EUA

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Um morador do Condado de Coconino, no Arizona (EUA), morreu após contrair peste pneumônica, uma infecção pulmonar grave causada pela bactéria Yersinia pestis — a mesma responsável pela chamada Grande Peste, que dizimou milhões de pessoas na Europa durante a Idade Média.

Esse foi o primeiro óbito do tipo na região em quase 20 anos, segundo o Departamento de Saúde do Arizona. O paciente deu entrada no hospital com sintomas graves e morreu no mesmo dia. Testes laboratoriais confirmaram a infecção.

O que é a peste pneumônica?

A peste pneumônica é a forma mais agressiva da peste, atingindo diretamente os pulmões e podendo evoluir de forma extremamente rápida. Os sintomas surgem entre 1 e 8 dias após a infecção e incluem:

Se não tratada rapidamente com antibióticos, pode levar à morte em poucas horas.

Uma ameaça que marcou a história

A bactéria Yersinia pestis foi a responsável pela Grande Peste do século XIV, considerada uma das pandemias mais letais da história da humanidade. O surto começou na Ásia Central e se espalhou rapidamente pela Europa, matando de 25 a 75 milhões de pessoas entre os anos de 1347 e 1351.

Naquela época, a contaminação era favorecida pela convivência com roedores e a falta de saneamento básico. A peste ganhou o apelido de “peste negra” por causa dos inchaços escurecidos que surgiam nos infectados, principalmente nas axilas e virilhas.

Ainda é possível pegar peste hoje?

Sim, mas é raro. Segundo os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC), cerca de sete casos humanos são registrados por ano nos Estados Unidos, principalmente em áreas rurais do oeste do país, onde a bactéria circula entre roedores e pulgas infectadas.

Apesar da baixa incidência, a doença continua sendo monitorada por autoridades de saúde. A maioria dos casos ocorre por contato com pulgas de roedores selvagens, como esquilos e marmotas.

Existe risco de transmissão entre pessoas?

A forma pneumônica da peste pode ser transmitida entre humanos, mas esse tipo de contágio é extremamente raro. O último caso documentado de transmissão direta entre pessoas ocorreu em 1924, nos EUA.

Com diagnóstico precoce e tratamento adequado com antibióticos, a peste é curável. O perigo está na demora para buscar ajuda médica.


🧠 Fique alerta aos sinais e redobre os cuidados ao viajar para regiões com histórico da doença, especialmente áreas rurais com alta presença de roedores.

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