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O Vírus da Zika: Como ele manipula a pele humana para atraír mosquitos

Recentemente, pesquisadores da Escola de Medicina Tropical de Liverpool, na Inglaterra, fizeram uma descoberta surpreendente sobre o vírus da Zika. Eles descobriram que o vírus é capaz de alterar a pele humana, tornando-a mais atraente para os mosquitos Aedes aegypti — os mesmos mosquitos que transmitem o Zika, a dengue e a chikungunya.

Mas como isso acontece? O vírus da Zika altera a pele de uma maneira que aumenta a produção de substâncias químicas, chamadas compostos orgânicos voláteis (COVs), que são emitidas pela nossa pele. Esses compostos agem como um “imã” para os mosquitos, atraindo-os para nos picar.

Essa tática do vírus é uma maneira de garantir que ele se espalhe mais facilmente. Ao fazer com que os mosquitos piquem mais frequentemente, ele aumenta as chances de ser transmitido de uma pessoa para outra.

O Que Isso Significa para a Prevenção?

Essa descoberta abre novas possibilidades para formas de evitar a propagação do vírus. Os pesquisadores sugerem que, no futuro, poderiam ser desenvolvidas soluções genéticas para “bloquear” esse sinal da pele, tornando-a menos atraente para os mosquitos. Se isso for possível, pode ser uma forma muito eficaz de controlar a disseminação do Zika e de outras doenças transmitidas por esses insetos.

O Desafio de Controlar os Mosquitos

O Aedes aegypti é um mosquito que vive muito bem em áreas urbanas, se reproduzindo em locais com água parada, como vasos de plantas, garrafas e até pneus. Por isso, eliminar esses focos de reprodução é uma das maneiras mais importantes de combater o mosquito.

Enquanto novas soluções para prevenir o Zika não são amplamente disponíveis, o mais importante é tomar algumas atitudes simples para se proteger: usar repelentes, vestir roupas de manga longa e calças, e eliminar qualquer recipiente com água parada ao redor de casa. Essas medidas são fundamentais para reduzir as picadas e evitar que o mosquito se multiplique.

A pesquisa mostrou que o vírus da Zika é mais esperto do que imaginávamos, mas agora sabemos mais sobre como ele age, e isso pode ajudar a desenvolver formas melhores de prevenção no futuro.

Fonte: Metropolis.com

Redação

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